Worldpackers Experience #1

Blog, Viagens

Bom, finalmente cheguei ao post que eu queria aqui no blog.
Há tres meses eu comecei minha jornada com o Worldpackers aqui na Espanha, resolvi deixar Barcelona para trás e decidi conhecer a Espanha além de pontos turísticos e festas para conhecer pessoas locais e poder ajudar em alguma forma com eles.
Resolvi começar a gravar essa experiencia para mostrar pra voces e esse é o primeiro episódio..
(Está em inglês, mas tem legenda prontinha em português ali pra vocês)

Fiquei um mês em Colmenar, uma cidade próxima à Málaga. No anúncio do site worldpackers já dizia que era uma fazenda vegana no meio de uma montanha e pensei que seria perfeito pra começar essa aventura, afinal queria me tornar vegano a algum tempo e também me desconectar um pouco do caos da sociedade em que eu estava em Barcelona.
A fazenda é linda, tudo muito simples e satisfatório.

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Acomodação
Optei por quarto privado sem saber o que viria pela frente e quando cheguei lá gostei muito, super espaçoso e organizado.
O resto da casa segue no mesmo estilo do quarto, simples e organizado.
Uma curiosidade foram os banheiros, que eram separados para urinar e cagar, pois o Daniel (anfitrião) reutiliza inclusive a urina e fezes para a plantação.

Anfitrião
A principio o Daniel foi uma pessoa super fechada, mas nada que impedisse o bom relacionamento na fazenda.
Com o passar do tempo ele foi “adquirindo confiança” e começou a me explicar mais sobre a sua história e a da fazenda.
Acho que ele é uma das pessoas mais “punk” que eu conheço.. haha. Totalmente averso à nova tecnologia e costumes e também segue de forma restrita o veganismo. Também é cheio de bagagem sobre arte, viagens e fotografia.. Uma ótima pessoa pra sentar com um bom chá e conversar por horas.

Trabalho
Fiz um pouco de tudo na fazenda.. Desde ajudar regando a plantação até cortar grande parte do mato que havia lá. No geral foram trabalhos relativamente fáceis, porém tem que gostar de gastar energia e fazer força, caso contrário em alguns momentos pode parecer um pouco pesado.
Trabalhava 5 horas por dia e 5 dias por semana, sendo que dividimos 3 horas pela manhã e as outras duas no final da tarde por conta do calor intenso que fazia lá.
O Daniel respeitou muito bem a carga horária e em nenhum dia me pediu para trabalhar horas a mais.

Dias de descanso
Eu tinha dois dias de descanso por semana e resolvi combina-los com os dias que o Daniel ia para uma cidadezinha próxima, assim aproveitava para me conectar a internet (na montanha não tem Wifi e tampouco chega sinal de dados no celular) e aproveitar pra conhecer as cidades próximas e também fazer compras em mercados de produtos organicos locais.

Alimentação
Pessoalmente, pra mim foi o início de uma descoberta de um universo novo e lindo. Conversamos bastante sobre o veganismo, o Daniel me emprestou um livro para eu poder me interar mais sobre o assunto e tudo foi fluindo naturalmente.
Na fazenda é totalmente proibida a entrada de carnes e produtos derivados de animais, mas pra mim isso não foi um problema, pois eu já era vegetariano e só faltava um “start” pra iniciar no veganismo.
Depois que o Daniel descobriu que eu gosto de cozinhar me deixou “pilotar” a cozinha quase todos os dias, enquanto ele me ensinava como fazer queijos e outras receitas veganas eu seguia criando e adaptando algumas receitas vegetarianas, agora no veganismo.
Foi muito divertido e saboroso.
#GOVEGAN

Ponto negativo:
Como tudo na vida, sempre teremos algumas coisas que não nos agradam ou não conseguimos nos adaptar:
Falta de internet – Para nós que estamos conectados quase 24 horas por dia é realmente um susto ficar 5 dias da semana sem internet. Claro que é totalmente possível, mas se você é assim como eu, que dependo da internet para falar com clientes e receber e entregar trabalhos, as vezes pode ser um problema.

No geral foi uma experiência incrível, sigo conversando com o Daniel toda semana sobre novidades da fazenda e de minhas viagens. Ele me convidou para voltar pra lá e acredito que em breve as “montanhas de Colmenar” vão voltar pro meu roteiro.

Bom, essa foi só a primeira experiência com Worldpackers, espero que vocês tenham gostado e em breve publico mais material sobre minhas próximas estadias.
Vamos incentivar esse tipo de viagem, de forma mais humana e com troca de experiências.
COMPARTILHE COM SEUS AMIGOS E VÁ PRA ESTRADA TAMBÉM!

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Obrigado pela leitura e até o próximo.

 

 

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Porque Barcelona?

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Afinal Naan, porque você escolheu justamente a cidade de Barcelona e não qualquer outra?

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Bom, eu faço vídeos de skate há mais de 10 anos e foi por meio do skate que ouvi falar de Barcelona.
Uma das arquiteturas mais perfeitas do mundo para andar de skate, gravar e fazer fotos. Toda a meca do skate mundial vai pra lá no verão, sendo assim você encontra personagens icônicos do skate casualmente, tomando um café ou dividindo uma pizza com um amigo pela rua.
Além da cidade ser toda plana, o que possibilita você a andar a pé, bike ou skate todos os dias, tem montanhas, praias e as melhores festas também estão lá 🙂
Isso para todo mundo (ou quase) do meio do skate é como um sonho e comigo não foi diferente.
Foram praticamente nove anos escutando histórias de amigos que iam e voltavam da Europa todo ano.
EU TINHA QUE CONHECER ESSA CIDADE!
Ok! Eu sei que não é correto, mas sinceramente.. eu já sabia que quando fosse pra lá não voltaria. Também pesquisei pouquíssimo sobre mercado de trabalho, moradia, como estudar e todas essas coisas básicas que se deve fazer quando vai viajar, simplesmente me deixei levar pela emoção e me joguei.

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CHEGUEI EM BARCELONA!!! 😮
Logo no aeroporto encontrei com Gregório e José e de lá seguimos para o centro da cidade encontrar com amigos que já vivem por lá.

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Como em quase tudo na vida, no começo é tudo lindo..
Eu tinha um pouquinho de dinheiro no bolso, já tinha lugar para ficar e estava na cidade dos meus sonhos, que mais iria querer?
Realmente é uma das cidades mais lindas que já vi, a cada esquina é uma paixão nova, seja pela arquitetura, pessoas diferentes do seu cotidiano e claro, skate pra todo lado.

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Já quando chegamos, começamos (eu, João Gregorio e José) o CAXA BAXA, que era que um programa de uma hora na rádio online Barco Pirata. A primeira temporada foi bem curtinha, mas conseguimos falar bastante sobre nossas primeira impressões sobre a cidade e também fazer algumas entrevistas com amigos de lá.

Se quiser conhecer,  CLIQUE AQUI para ouvir todos os episódios 🙂

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Depois de conhecer algumas festas, muitos lugares bons para andar de skate e algumas pessoas, veio a rotina. E foi aí que me perguntei:
– Tá tudo lindo, mas quero me agilizar.. Como será que faço pra conseguir trabalho?
Comecei a perguntar para todas as pessoas que conheci e até no consulado o que foi falado foi: “Aqui você tem três formas de “se dar bem”:
1 – Tentar algum trabalho ilegal, onde serão trabalhos como pintor, pedreiro e em algumas cozinhas, trabalhando 10 horas ou mais com contrato de 6 horas.
2 – Fazendo seu empadronamiento (documento que comprova para o governo que você vive em uma residência da Espanha) e aí esperar três anos para dar entrada em uma solicitação de trabalho, se houver alguma empresa precisando do seu trabalho e não houver mão de obra da Espanha você pode conseguir um contrato de trabalho e aí não estará mais ilegal no país.
3 – Casando-se com uma espanhola.
Bom, eu já tinha meu empadronamiento mas não tinha dinheiro para esperar três anos, não estava afim de “arranjar” um casamento só para conseguir os documentos para ficar legal no país, então fui atrás dos sub-empregos.
E o Legal é que quando cheguei tinha toda energia do mundo, fui em restaurantes, bares e em alguns lugares específicos para procurar empregos na área de construção e nada. Eu tinha toda a disposição do mundo pra levantar uns trocados, mas estava difícil..
Procurei também trabalho na minha área (foto e vídeo) e por indicação de uma amiga consegui entrar em parceria com uma Dj da Bélgica que vive em Barcelona e começou a rolar alguns vídeos de festas, mas nada que fosse suficiente pra me manter por lá.
O que tem me salvado até hoje são alguns freelances que faço para clientes do Brasil, o que pra mim está sendo ótimo, porque não preciso necessariamente estar em Barcelona e sim em um lugar com meu computador e internet 😀
Aqui tem um resumão dos trabalhos que desenvolvi no ano passado aqui na Europa:

Bom, um ano se passou..
Tive a oportunidade de conhecer Berlim e também algumas cidades da Itália (Vai ter posts falando sobre essas cidades :D)
Fiz alguns trabalhos na minha área, ajudei a cuidar de 01 cadeirante, ajudei em um bar, tive uma vida de casado com uma espanhola, morei em mais cinco casas diferentes, conheci gente pra caramba e.. o dinheiro acabou, o que fazer?
Tinha mais 20 dias de aluguel pago e sem perspectiva nenhuma de como conseguir dinheiro para o próximo aluguel.
Foi aí então que comecei a procurar novas estratégias para moradia e cheguei até o Worldpackers, site que permite que você possa trocar sua mão de obra (seja ela qual for) por residência, refeições e alguns outros benefícios. Aí eu pensei:
“Pô, vou poder conhecer a Espanha, conhecer e ajudar pessoas, em troca disso não pago minha estadia, refeição e lavanderia e ainda tenho meus freelas pra me ajudar com um gasto aqui ou ali? Fui..”

É isso, me joguei nessa idéia, me agilizei pra levantar um pouco de dinheiro e agora estou postando esse texto direto da estrada..
Fiz um vídeo bem legal do meu primeiro mês com essa experiência Worldpackers e logo começo a postar aqui pra você.
Espero que você goste e que de alguma forma te inspire a se jogar e fazer o que tem vontade.

Obs: Se tiver alguma sugestão ou dúvida sobre os posts ou blog, deixe aqui nos comentários que quero fazer o possível pra deixar esse espaço legal pra todo mundo.

Nos falamos em breve 🙂 ..

Apresentação

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Olá, sou Naan Silva de Piracicaba/SP, Brasil.

Naan Silva

Eu trabalho com a produção de vídeo por mais de 10 anos e faço algumas fotos para o Instagram de vez em quando 🙂
Ultimamente muita coisa está mudando na minha vida e eu decidi criar este blog para começar a contar esta história para minha família e amigos.
Eu também vou contar um pouco sobre me jogar para a Europa e começar uma história do zero.

Bom, em 2013 consegui o sonho de mudar para a cidade de São Paulo e fiquei lá por três anos e meio. Conheci muitos profissionais com muita bagagem onde tentei absorver o máximo que pude. Mas depois de conseguir um bom trabalho em uma “empresa dos sonhos”, eu sentia que queria mais!
Eu até tentei fazer uma parceria com em uma produtora audiovisual de um amigo lá, mas eu sabia que o que eu realmente queria fazer era me jogar para o mundo, conhecer pessoas, novas culturas e foi quando eu decidi deixar tudo e comprar minha passagem para Barcelona / Espanha.

Me lembro de que na época eu nem tinha um passaporte (eu comprei a passagem cinco meses antes da data do meu vôo), então com o tempo falei com alguns amigos sobre minha idéia de deixar o Brasil enquanto ajeitava tudo para a viagem.
É engraçado ver imagens do último dia em São Paulo:

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Depois disso, começou a correria para deixar tudo pronto para viajar, porque eu tinha um apartamento alugado em São Paulo. Decidi fazer uma doação para quem precisava e pudesse ir buscar, também tinha a maioria dos meus equipamentos de fotos e vídeos que eu não podia carregar e anunciei vendê-los para amigos.
Foi a maior correria, mas em três meses consegui resolver tudo isso em São Paulo, depois disso voltei a Piracicaba para passar dois meses com familiares e amigos antes de viajar (embora a maioria não soubesse sobre a viagem).
Esses dias foram muito bons, lembro que meus amigos Allan, Gregorio e José viajaram na mesma semana que eu e a gente sempre se perguntava como seria finalmente realizar um sonho (exceto Allan que já conhecia a Europa). Aconteceu muito rápido e logo já estávamos na casa de Allan fazendo despedida entre amigos..

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Ah, e no dia seguinte teve mais despedida com cachaça na casa de outro amigo..

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Me lembro  que alguns amigos que já conheciam a Espanha me falaram:
“Naan, falta organização na sua viagem. A imigração pede pelo menos 60 euros por dia para que você permaneça seus 03 meses como turista e se você quiser ficar e tentar trabalhar ilegalmente, desista! Sua situação será como os refugiados da Síria … Não há trabalhos!”.
É claro que não liguei e fui  assim mesmo. Juntei todo o dinheiro que pude, separei algumas roupas, equipamento de trabalho e otimismo na minha mala e me joguei…

Continua 🙂